Se você esta passando férias nesse belo município
do estado de São Paulo seguem algumas listagens de lugares incríveis e histórico
que você pode encontrar em Itapeva.
Fazenda Pilão D'Água
Fazenda
de relevante valor histórico. Abriga até hoje o Casarão, a Senzala, os muros de
pedras e outros vestígios do tempo dos escravos, que os construíram.
Catedral Sant'Ana
Construída
a partir de 1785 por 40 escravos numa técnica denominada "taipa" que
significa tapar. Em 1968, então a igreja recebeu o título de Catedral.
Atualmente conta com espaços harmônicos e obras de relevante valor artístico e
histórico.
Memorial ao Tropeiro
O
Memorial ao Tropeiro foi construído em homenagem aos tropeiros que por ali
passavam, vindos do Rio Grande do Sul, rumo a Sorocaba, onde levavam suas
tropas para a comercialização. Itapeva faz parte do circuito dos tropeiros.
Casa da Cultura
A Casa
da Cultura, ou Casarão como é chamado, foi construída em 1881 pelos escravos e
suas paredes são de taipa. Pertencente ao poder público, abriga hoje a
"Casa da Cultura Cícero Marques" onde são realizados vários eventos
culturais.
Capela do Carmo
A
princípio, a Capela do Carmo era consagrada a Nossa Senhora da Conceição. Foi
construída nas proximidades da residência do Vigário José Custódio do Camargo,
pela dificuldade de locomoção do mesmo até a Igreja Matriz. Posteriormente
passou a denominar-se Capela de Nossa Senhora do Carmo
Cachoeiras
O
município conta com 45 cachoeiras. Em geral, são cachoeiras com cerca de 2 a 50
metros de altura apropriados para a prática de rapel e algumas podem ser
visitadas mediante a autorização prévia.
Artesanato
Devido à
grande área de reflorestamento do município de Itapeva, um dos seus principais
artesanatos são as peças esculpidas em madeira. Também merece destaque os
artesanatos em argila, cestarias em bambú e os belíssimos trabalhos com
sementes. Artesãos de Itapeva e de toda região podem expor suas peças na Casa
do Artesão, localizada no Parque Pilão d´Água.
Saltinho do Coqueiral
O
distrito da Areia Branca é referência no município de Itapeva no cultivo de
orgânicos, ou seja, verduras e legumes sem a adição de adubos químicos e
agrotóxicos. O Saltinho do Coqueiral fica na divisa entre os municípios de
Itapeva e Guapiara. O sítio preserva, além da horta orgânica, uma linda
cachoeira e pequenas trilhas que proporcionam um contato direto com a vida no
campo.
Parque
Rupestre Água Limpa
O município de Itapeva esta
inserido numa região de transição dos ecossistemas de Mata Atlântica e Cerrado.
Com ambientes diversificados compõe um mosaico de florestas, campos rupestres,
cerrados, rios, lageados e cachoeiras. Distante apenas 14km do centro de
Itapeva, a Fazenda da “Nona” Zina Fraccaroli, é uma propriedade produtora de
grãos como soja, milho, feijão e trigo. Também produz gado da raça Santa
Gertrudes. Com seus 330 alqueires de área, possui algumas jóias como 90 alqueires
de mata nativa com rica biodiversidade entre seus paredões rochosos, o rio
Taquari-Guassú, uma linda cachoeira com 30 metros de queda e açudes. Seu
diferencial é antigo abrigo indígena com inscrições rupestres que remetem aos
povos Kaingangs que ocuparam a região sudoeste do estado a mais de 2000 anos.
Aqui foi mais um município paulista, sendo assim não perca a oportunidade conhecer.
Itapevaé ummunicípiobrasileirodoestadodeSão
Paulo. Localiza-se àlatitude23º58'56"sule àlongitude48º52'32"oeste, estando à altitude de 684 metros. Segundo o censo doIBGE2010, sua população é de aproximadamente87 765 habitantes.
O município tem origem numa
povoação fundada no início doséculo XVIII. Em1769foi criado o município, desmembrado deSorocaba. Designou-se Itapeva da Faxina até1910e Faxina até1938.
O
topônimo tem origemtupie
significa "pedra achatada". O fundador do município foi Antônio
Furquim Pedroso.
Em
Itapeva pode-se encontrar oMuro dos Escravos, as cascatas e cânions do
Itanguá, que são alguns dos pontos turísticos da cidade, além da Estação Vila
Isabel, do Pilão d'Água, do Calçadão Dr. Pinheiro e a Catedral de Sant'Ana
(arquitetura em taipa de pilão).
Catedral de Sant'Ana, marco zero do município
Itapeva é o segundo maior produtor estadual detomate(sua principal cultura), mas têm grande expressividade as
lavouras defeijão,milhoetrigo(esta, com 32% da produção estadual), possuindo também
uma área de 1.826,7 km², sendo o 2º maior município do estado em área.
A palavra "Iguape" tem
origem na língua tupi e significa "na enseada do rio",
através da junção dos termos 'y (água, rio), kûá (enseada)
e pe (em).
Pontos Turísticos de Iguape
Fonte do Senhor A
Fonte do Senhor é um recanto turístico pertencente ao Parque Florestal
Municipal do Morro do Espia. Possui uma área de lazer com agradável vegetação e
tranquilidade. Abriga uma gruta onde conta a história foi lavada a imagem do
Senhor Bom Jesus de Iguape e por isso recebe milhares de visitantes durante o
ano e especialmente durante a Festa em homenagem ao santo. A Fonte é um dos
pontos de partida para a Trilha Ecológica do Morro do Espia.
Mar Pequeno - Manguezais
Região do Mar Pequeno que engloba os
municípios litorâneos de Peruíbe, Iguape e Cananéia, no Estado de São Paulo e
Paranaguá no Paraná. É rica em vegetação de mangue utilizado como berçário para
as espécies marinhas e por isso é considerado um dos cinco maiores criadouros
marinhos do mundo.
Mirante do Cristo / Morro do Espia
O Mirante do Cristo Redentor está
localizado no Morro do Espia em área coberta por vegetação rasteira de
gramíneas a 80 metros da base. Do lugar pode-se avistar a parte urbana de
Iguape a Ilha Comprida o Estuário Lagunar do Mar Pequeno o Valo Grande e ao
longe a Ilha de Cananéia e Ilha do Cardoso. O mirante é um dos recantos mais
visitados de Iguape. O acesso pode ser feito com automóvel de passeio motos
bicicletas ou a pé. É um dos pontos de partida para a Trilha Ecológica do Morro
do Espia.
Praia da Juréia - Barra do Ribeira
Distante 18 km do centro de Iguape
onde o Rio Ribeira deságua no mar. Local com inúmeros atrativos como a praia da
Juréia o Rio Suamirim e o Rio Ribeira de Iguape. Lugar excelente para a pesca
prática do surfe e passeios de barco e caiaque. É também a porta de entrada
para a Estação Ecológica de Juréia-Itatins. Além da estrada o acesso à praia
inclui travessia por ferry-boat (balsa).
Praia do Leste
Praia formada a partir do
assoreamento do Rio Ribeira de Iguape. A presença de uma lagoa de água doce
torna-a singular. Possui ainda extensa vegetação de restinga em freqüente
transformação. Está localizada a 15 km do centro da cidade. Devido à forte
correnteza e a presença de buracos não é recomendável para banho.
Outeiro do Bacharel
Morro coberto por vegetação rasteira
de gramíneas localizado no bairro Icapara. Possui uma trilha de aproximadamente
1 km a partir do centro de bairro que leva ao pico onde encontra-se o farol
utilizado para sinalizar as embarcações que adentram ao Mar Pequeno. Do local
avista-se a Barra do Icapara o encontro do Rio Ribeira de Iguape com o Oceano
Atlântico a Ilha Comprida o Maciço da Juréia e os ecossistemas associados como
restinga manguezal e a mata atlântica.
Trilha Ecológica do Morro do Espia
A trilha possui cerca de 2 km de
extensão e pode ser iniciada a partir de quatro pontos a sede do Ibama a Fonte
do Senhor o Mirante do Cristo Redentor e a antiga Fazenda da Porcina. Durante o
percurso pode-se observar variadas espécies da flora da mata atlântica como
figueiras embaúbas bromélias e orquídeas além de vislumbrar a paisagem de toda
a cidade pelo mirante da Pedra Lisa o ponto culminante da trilha.
Trilha Ecológica da Vila Alegria
A trilha inicia-se no bairro Barra do
Ribeira com a travessia do Rio Suamirim seguida de caminhada sobre o mangue
através de uma passarela construída em madeira com cerca 300 metros. O passeio
inclui a visita a um casarão construído no século XIX.
Trilha do Imperador
Trilha ou Caminho do Imperador
recebeu esse nome por servir de passagem de informações entre o Império e
outras regiões do Brasil. Em 1871 foi inaugurada a linha telegráfica entre
Iguape e Santos. Ainda hoje na extensão do Caminho pode-se encontrar vestígios
dos centenários postes telegráficos motivo pelo qual o caminho também é
conhecido por Trilha do Telégrafo. Além disso a trilha também serviu para o
transporte de mercadorias entre Iguape Santos e todo o litoral. Conta a
história que possivelmente a imagem do Senhor Bom Jesus de Iguape tenha sido
trazida para o centro da Vila através dessa trilha.
Costão da Juréia
Núcleo pertencente à Estação
Ecológica de Juréia-Itatins localizado entre a Vila do Prelado e o Costão no
Maciço da Juréia é a porta de entrada para a Trilha do Imperador. No local ao
final da Praia da Juréia pode-se observar ecossistemas costeiros como dunas
restingas e mata atlântica de planície seguidos da mata de encosta na Serra da
Juréia. O acesso ao Costão depende de horário da maré.
Atrativos Histórico-Culturais
Museu Histórico e Arqueológico
Localizado no centro histórico está
instalado no prédio onde existiu a 1º Casa de Fundição de Ouro do Brasil no
século XVII. Conta com duas exposições. Na exposição histórica são encontrados
painéis gráficos e fotográficos objetos e documentos sobre a escravatura e os
ciclos do ouro e arroz. Na exposição arqueológica encontram-se sinais da
ocupação pré-colonial como objetos líticos ósseos e cerâmicos encontrados nos
sambaquis e confeccionados por grupos humanos da Pré-História Brasileira.
Sítio Arqueológo Caverna do Ódio
Ocupado por períodos sucessivos de
curta duração o abrigo conhecido como Caverna do Ódio serviu a um pequeno grupo
que aí se instalou para pescar e coletar moluscos. O local é hoje um sítio
arqueológico onde encontra-se vestígios de ações destes grupos representados
através da estratigrafia que mostra a sobreposição de camadas correspondentes
às diversas ocupações com a presença de manchas de carvão das fogueiras de
restos ósseos de peixes e de pequenos animais e carapaças de moluscos e
crustáceos
Museu de Arte Sacra
Instalado na Igreja do Rosário
(entrada lateral) datada do século XVIII o Museu de Arte Sacra recebeu reforma
no prédio e restauração em seu acervo constituído por cerca de 100 peças dos
séculos XVIII e XIX envoltas em vitrines de acrílico. São santos pratarias
estandartes religiosos e relíquias do passado e da história religiosa da
cidade.
Centro Cultural
Espaço mantido pela Prefeitura de
Iguape reservado para exposições oficinas culturais peças teatrais dentre
outras atividades ligadas à cultura. Está instalado em construção do século XIX
no centro histórico da cidade.
Centro Histórico – Casario Colonial
Compreende o maior centro histórico e
arquitetônico preservado do Estado de São Paulo com 64 imóveis em estilo
colonial português entre eles casarões e Igrejas. Nessas construções ricas em
detalhes foram utilizadas técnicas como a taipa francesa e a taipa de pilão com
porta-janelas e varandas. O conjunto de construções retrata os ciclos do ouro e
do arroz períodos de grande desenvolvimento econômico de Iguape.
Basílica do Senhor Bom Jesus de
Iguape
Templo católico construído em pedra
argamassa e óleo de baleia por escravos entre os séculos XVIII e XIX. Em seu
acervo encontram-se imagens de santos entre elas a de Nossa Senhora das Neves
(Padroeira) e do Senhor Bom Jesus de Iguape imagem encontrada na Praia do Una
(Juréia) em 1647. A Basílica guarda também a Sala dos Milagres com objetos
deixados pelos devotos por graças recebidas. A festa em louvor aos padroeiros é
comemorada nos dias 5 e 6 de agosto.
Igreja de São Benedito
Construção do final do século XIX
reuniu os seguidores da Irmandade de São Benedito formada a partir do
desentendimento entre membros da irmandade de Nossa Senhora do Rosário. A
Igreja foi bastante freqüentada por negros naquele período. Hoje recebe devotos
de todos os lugares especialmente no dia 6 de janeiro quando é comemorado o dia
de São Benedito sendo também feriado municipal.
Bairro do Icapara
Distante 10 km do centro da cidade o
bairro foi a primeira localidade habitada no início da colonização por volta de
1538 (data oficial de fundação de Iguape) ou até mesmo antes da chegada dos
portugueses tendo uma forte influência dos espanhóis na formação do seu
povoado. É conhecido por abrigar muitas famílias de pescadores e por isso é um
dos poucos bairros que ainda mantém viva a tradição e a cultura caiçara.
EVENTOS:
Calendário de Janeiro a Dezembro:
- Janeiro
06 - Festa de São Benedito - Festa
que comemora o dia deste santo. O evento é realizado na Igreja de São Benedito.
- Festa de São Sebastião - Outra
festa religiosa que comemora o dia do referido santo. A comemoração não tem
data exata mas ocorre sempre no terceiro domingo do mês, na Vila Garcez, na
Igreja de São Sebastião.
- Junho
- Festa de São João Batista - Festa
sacra em comemoração ao São João Batista. Realiza-se sempre no 4º Domingo do
mês, na Igreja de São João Batista.
- Festa De São Pedro - Esta
comemoração também acontece no 4º domingo do mês de Junho, e é celebrada na
Barra do Ribeira, na Igreja de São Pedro.
- Agosto
05 - Festa da Padroeira Nossa Senhora
das Neves - Festa em homenagem a padroeira, realiza-se a 5 de Agosto na
Basílica.
06 - Festa Do Senhor Bom Jesus De
Iguape - Também é comemorado na Paróquia de Nossa Senhora das Neves, acontecem,
missa, novena e procissão. Durante a festa são projetados filmes religiosos e o
Museu de Arte Sacra é aberto para visitação Pública.
- Festa a Santo Agostinho - Festa
realizada no 4º domingo de Agosto. O evento acontece em Guaricana, na Igreja de
Santo Agostinho.
- Novembro
08 - Festa A Nossa Senhora Da
Conceição - Festa Sacra em comemoração ao dia da Santa, em questão. Acontece em
Icapara onde são realizados cortejos.
Espero que todos tenham gostado.
Até mais galera em um novo município cheio de cultura e lugares legais para conhecer.
Segue também um vídeo mostrando mais sobre a querida Itaguape. :-)
Em1494, oTratado de
Tordesilhasfirmado
entrePortugaleEspanha estabelecia a dimensão de suas posses
recém-descobertas, inclusive nas terras americanas. O tratado definia, como
linha de demarcação, ummeridiano370léguasa oeste do arquipélago deCabo Verde, passando sobre o território de
Iguape. Possivelmente desde 1498, já vivia, na
região, o aventureiro espanhol Ruy Garcia Moschera, a quem é oficialmente
atribuída a fundação do município. Moschera vivera anteriormente noRio da Pratae se instalara ali possivelmente por ser
aquela uma região de disputa entre espanhóis e portugueses. Por volta do ano
1502, o degredado portuguêsCosme Fernandes, conhecido como "Bacharel
deCananeia", também tornou-se uma figura
poderosa na região, vindo a possuir muitos escravos e não prestando obediência
à coroa portuguesa.
Em 1532, pouco depois de chegar
ao Brasil,Martim Afonso de
Sousaordenara
a desocupação por Moschera e pelo Bacharel do território onde hoje está Iguape,
que pertenceria à coroa portuguesa. Não sendo atendido, ordenou uma expedição
chefiada porPero de Góisque deveria executar a desocupação à força.
Informados sobre a expedição, Moschera e o Bacharel, apoiados por indígenas
flecheiroscarijós, capturaram um naviocorsáriofrancês e desbarataram a força portuguesa.
Entre os anos de 1534 e 1536, as forças de Moschera e do Bacharel destruíram a
vila deSão Vicente,
matando a maior parte da população, libertando os prisioneiros e incendiando o
cartório onde estavam os registros oficiais do município, levando inclusive o
Livro do Tombo, fonte oficial de informação sobre a região de Iguape e sobre
seus fundadores. Após os ataques, Moschera retornou aorio da Prata.
A povoação de Iguape continuou
sob o domínio do Bacharel Fernandes e teve sua primeira igreja, em homenagem aNossa Senhora das
Neves, construída em 1537. A data de fundação de Iguape foi
estabelecida em3 de dezembrode1538,
ano em que Iguape e Cananeia se separaram. Em 1577, o povoado foi elevado à
categoria de "Freguesia de Nossa senhora das Neves da Vila de
Iguape", ano em que foi aberto o primeiro livro do tombo da Igreja deNossa Senhora das
Neves.
Existente até o primeiro
quartel doséculo XVIIonde
hoje está à vila de Icapara, a falta de água potável, a falta de espaço para
expansão e eventuais ataques piratas levaram à transferência da freguesia para
uma área alguns quilômetros ao sul por ordem do fidalgo portuguêsEleodoro Ébano
Pereira. Ainda noséculo XVI, haviam sido descobertos os
primeiros sinais de ouro na região doVale do Ribeira. Devido à sua abundância, a
procura logo se intensificou e, rapidamente, a exploração do ouro dealuviãose
tornou a principal atividade econômica do município. Para evitar o contrabando
e intensificar a cobrança de impostos pela coroa portuguesa, foi fundada, por
volta de1630, a Casa de Oficina
Real de Fundição de Ouro, que é considerada a primeira do gênero no Brasil.
Em1647, no auge da riqueza proporcionada
pelo ouro, Iguape transformou-se em um centro de peregrinação. Na descrição do
aparecimento da imagem doSenhor
Bom Jesus de Iguapedois índios
que iam a caminho da Vila Nossa Senhora da Conceição deItanhaémacharam um vulto desconhecido rolando
nas ondas, e levaram-no para a praia, onde cavaram um buraco e o colocaram em
pé com o rosto para onascente.
Ao retornar, os índios acharam a imagem no mesmo lugar, mas com o rosto virado
para opoente, e achara estranho
não haver vestígio sequer de que alguém o tivesse movido. A notícia se espalhou
e a imagem foi levada para um riacho no sopé do Morro do Espia, onde, sobre as
pedras, foi banhada para lhe retirar o sal marinho e ser encarnada novamente.
Depois de ser decorada, foi entronizada noaltar-morda antiga Igreja de Nossa Senhora das
Neves.
Na década de 1780, foi dado
início à construção da nova igreja matriz, haja vista a outra estar em
precárias condições. Feita de argamassa, óleo de baleia e pedras retiradas da
face marítima do morro, todo o trabalho era executado pela população,
voluntária e gratuitamente. Em 1798, as obras estavam avançando lentamente, e
em 1800, estas pararam, retornando em datas esporádicas. Em 1822, foram
contratados, noRio de Janeiro,
um mestre e três canteiros e em agosto do mesmo ano recomeçou-se a obra. A
igreja foi concluída em julho de1856,
e no dia8 de agostodo mesmo ano, foram trasladadas as
imagens da antiga igreja para a nova Igreja Matriz. Em3 de abrilde1848,
a vila fora elevada à categoria de cidade, com o nome de "Bom Jesus da
Ribeira", no ano seguinte modificado para "Bom Jesus de Iguape".
Arroz e o Valo Grande
Engenho
Central Casavecchia, considerado o maior da região
Com o esgotamento das minas e
com o descobrimento de ouro no interior do Brasil, o município rapidamente
entrou em declínio, voltando depois a crescer com o desenvolvimento da
indústria de navegação e com a plantação de arroz. A partir daí Iguape iniciou
um período de riqueza e atingiu seu ápice de desenvolvimento em meados doséculo XIX, com a construção dos principais
casarões que ainda hoje podem ser vistos no centro histórico, com dois portos
movimentados,teatros, quatro jornais diários e o
vice-consulado português. Iguape havia se tornado uma dos principais do
município do sul do Brasil, a ponto de, em1841, o ainda adolescente imperadordom Pedro IIter concedido aAntônio
da Silva Prado, político e senhor de terras, o título deBarão de Iguape.
Até meados do século XIX,
Iguape sempre havia sido uma espécie depenínsula, com oRio Ribeira de Iguapeserpenteando até quase três quilômetros do
mar e depois retornando para o interior, só encontrando sua foz muitos
quilômetros adiante. As sacas de arroz que vinham da zona rural eram
descarregadas no Porto do Ribeira, fluvial, de onde eram transportadas em lombo
deburrooucarroçaspor aproximadamente três quilômetros até o
Porto Grande, marítimo, onde eram embarcadas para exportação. O inconveniente
de se ter de transportar o arroz por terra em um trecho tão curto levou à ideia
e se construir um canal que ligasse o rio ao mar, permitindo assim o transporte
direto do arroz até as embarcações de grande porte. Após décadas de debates
sobre o melhor local para a construção do canal, decidiu-se pelo trecho mais
curto, que era também o mais arenoso e, portanto, mais fácil de ser construído.
O canal foi construído por
escravos por mais de duas décadas e começou a ser utilizado em1852. Inicialmente um canal estreito, com
cerca de quatro metros de largura, o canal rapidamente começou a alargar, não
resistindo à imensa corrente de água. Por volta de1900, com a contenção das margens,
controlou-se o controle do fluxo de água no canal, mas O Mar Pequeno ficouassoreado, o que acabou impedindo a entrada de
navios grandes no porto. O porto da cidade já não podia ser utilizado por
embarcações de maiorcalado, impedindo assim a saída do arroz e levando à
decadência da cultura dearrozda cidade. Além disso, o atalho encontrado
pelo rio através do canal acabou influenciando fortemente o ciclo de cheias que
inundavam a região periodicamente e que a tornavam tão fértil. O impacto
causado pelo Valo Grande, o declínio da cultura de arroz e os problemas
políticos levaram à decadência do município no final do século XIX. De um
importante centro agroexportador, a
cidade foi aos poucos perdendo importância.
Geografia
Iguape possui uma área de 1
980,916 km², sendo assim omaior
município do estado de São Paulo em tamanho territorial. Abriga também asÁreas de Relevante Interesse EcológicoIlha Ameixal, de 400hectares, localizada no rio Una do
Prelado, criada pelo Decreto n.º 91.889 de 5 de novembro de 1985,parte da Zona de Vida Silvestre -Área de Proteção Ambiental de
Cananéia-Iguapé-Peruíbe, criada pelo decreto n.º 90.347 de 23 de outubro de1984e
complementada pelo decreto nº 91.892 de 06 novembro de1985,e parte da ZVS - APA
Ilha Comprida, criada pelo decreto n° 26.881, de 11 de março de 1987 e
regulamentada pelo decreto n° 30.817, de 30 de novembro de 1989.