segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Pontos turísticos de Itapeva

Pontos turísticos de Itapeva

Se você esta passando férias nesse belo município do estado de São Paulo seguem algumas listagens de lugares incríveis e histórico que você pode encontrar em Itapeva.

Fazenda Pilão D'Água

Fazenda de relevante valor histórico. Abriga até hoje o Casarão, a Senzala, os muros de pedras e outros vestígios do tempo dos escravos, que os construíram.
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Catedral Sant'Ana

Construída a partir de 1785 por 40 escravos numa técnica denominada "taipa" que significa tapar. Em 1968, então a igreja recebeu o título de Catedral. Atualmente conta com espaços harmônicos e obras de relevante valor artístico e histórico.
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Memorial ao Tropeiro

O Memorial ao Tropeiro foi construído em homenagem aos tropeiros que por ali passavam, vindos do Rio Grande do Sul, rumo a Sorocaba, onde levavam suas tropas para a comercialização. Itapeva faz parte do circuito dos tropeiros.
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Casa da Cultura

A Casa da Cultura, ou Casarão como é chamado, foi construída em 1881 pelos escravos e suas paredes são de taipa. Pertencente ao poder público, abriga hoje a "Casa da Cultura Cícero Marques" onde são realizados vários eventos culturais.
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Capela do Carmo

A princípio, a Capela do Carmo era consagrada a Nossa Senhora da Conceição. Foi construída nas proximidades da residência do Vigário José Custódio do Camargo, pela dificuldade de locomoção do mesmo até a Igreja Matriz. Posteriormente passou a denominar-se Capela de Nossa Senhora do Carmo

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Cachoeiras

O município conta com 45 cachoeiras. Em geral, são cachoeiras com cerca de 2 a 50 metros de altura apropriados para a prática de rapel e algumas podem ser visitadas mediante a autorização prévia.
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Artesanato

Devido à grande área de reflorestamento do município de Itapeva, um dos seus principais artesanatos são as peças esculpidas em madeira. Também merece destaque os artesanatos em argila, cestarias em bambú e os belíssimos trabalhos com sementes. Artesãos de Itapeva e de toda região podem expor suas peças na Casa do Artesão, localizada no Parque Pilão d´Água.
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Saltinho do Coqueiral

O distrito da Areia Branca é referência no município de Itapeva no cultivo de orgânicos, ou seja, verduras e legumes sem a adição de adubos químicos e agrotóxicos. O Saltinho do Coqueiral fica na divisa entre os municípios de Itapeva e Guapiara. O sítio preserva, além da horta orgânica, uma linda cachoeira e pequenas trilhas que proporcionam um contato direto com a vida no campo.
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Parque Rupestre Água Limpa

O município de Itapeva esta inserido numa região de transição dos ecossistemas de Mata Atlântica e Cerrado. Com ambientes diversificados compõe um mosaico de florestas, campos rupestres, cerrados, rios, lageados e cachoeiras. Distante apenas 14km do centro de Itapeva, a Fazenda da “Nona” Zina Fraccaroli, é uma propriedade produtora de grãos como soja, milho, feijão e trigo. Também produz gado da raça Santa Gertrudes. Com seus 330 alqueires de área, possui algumas jóias como 90 alqueires de mata nativa com rica biodiversidade entre seus paredões rochosos, o rio Taquari-Guassú, uma linda cachoeira com 30 metros de queda e açudes. Seu diferencial é antigo abrigo indígena com inscrições rupestres que remetem aos povos Kaingangs que ocuparam a região sudoeste do estado a mais de 2000 anos.
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Aqui foi mais um município paulista, sendo assim não perca a oportunidade conhecer.




Município de Itapeva

Município de Itapeva

Itapeva é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se à latitude 23º58'56" sul e à longitude 48º52'32" oeste, estando à altitude de 684 metros. Segundo o censo do IBGE 2010, sua população é de aproximadamente 87 765 habitantes.

20 de setembro
Fundação
itapevense
Localização
Descrição: Localização de Itapeva

O município tem origem numa povoação fundada no início do século XVIII. Em 1769 foi criado o município, desmembrado de Sorocaba. Designou-se Itapeva da Faxina até 1910 e Faxina até 1938.
O topônimo tem origem tupi e significa "pedra achatada". O fundador do município foi Antônio Furquim Pedroso.
Em Itapeva pode-se encontrar o Muro dos Escravos, as cascatas e cânions do Itanguá, que são alguns dos pontos turísticos da cidade, além da Estação Vila Isabel, do Pilão d'Água, do Calçadão Dr. Pinheiro e a Catedral de Sant'Ana (arquitetura em taipa de pilão).

Descrição: Catedral de Sant'Ana, marco zero do município

Catedral de Sant'Ana, marco zero do município

Itapeva é o segundo maior produtor estadual de tomate (sua principal cultura), mas têm grande expressividade as lavouras de feijão, milho e trigo (esta, com 32% da produção estadual), possuindo também uma área de 1.826,7 km², sendo o 2º maior município do estado em área.



sábado, 20 de dezembro de 2014

Pontos turísticos e curiosidades de Iguape

Você Sabia?
A palavra "Iguape" tem origem na língua tupi e significa "na enseada do rio", através da junção dos termos 'y (água, rio), kûá (enseada) e pe (em).

Pontos Turísticos de Iguape 
Fonte do Senhor
A Fonte do Senhor é um recanto turístico pertencente ao Parque Florestal Municipal do Morro do Espia. Possui uma área de lazer com agradável vegetação e tranquilidade. Abriga uma gruta onde conta a história foi lavada a imagem do Senhor Bom Jesus de Iguape e por isso recebe milhares de visitantes durante o ano e especialmente durante a Festa em homenagem ao santo. A Fonte é um dos pontos de partida para a Trilha Ecológica do Morro do Espia.






Mar Pequeno - Manguezais
Região do Mar Pequeno que engloba os municípios litorâneos de Peruíbe, Iguape e Cananéia, no Estado de São Paulo e Paranaguá no Paraná. É rica em vegetação de mangue utilizado como berçário para as espécies marinhas e por isso é considerado um dos cinco maiores criadouros marinhos do mundo.


Mirante do Cristo / Morro do Espia
O Mirante do Cristo Redentor está localizado no Morro do Espia em área coberta por vegetação rasteira de gramíneas a 80 metros da base. Do lugar pode-se avistar a parte urbana de Iguape a Ilha Comprida o Estuário Lagunar do Mar Pequeno o Valo Grande e ao longe a Ilha de Cananéia e Ilha do Cardoso. O mirante é um dos recantos mais visitados de Iguape. O acesso pode ser feito com automóvel de passeio motos bicicletas ou a pé. É um dos pontos de partida para a Trilha Ecológica do Morro do Espia.



Praia da Juréia - Barra do Ribeira
Distante 18 km do centro de Iguape onde o Rio Ribeira deságua no mar. Local com inúmeros atrativos como a praia da Juréia o Rio Suamirim e o Rio Ribeira de Iguape. Lugar excelente para a pesca prática do surfe e passeios de barco e caiaque. É também a porta de entrada para a Estação Ecológica de Juréia-Itatins. Além da estrada o acesso à praia inclui travessia por ferry-boat (balsa).



Praia do Leste
Praia formada a partir do assoreamento do Rio Ribeira de Iguape. A presença de uma lagoa de água doce torna-a singular. Possui ainda extensa vegetação de restinga em freqüente transformação. Está localizada a 15 km do centro da cidade. Devido à forte correnteza e a presença de buracos não é recomendável para banho.


Outeiro do Bacharel
Morro coberto por vegetação rasteira de gramíneas localizado no bairro Icapara. Possui uma trilha de aproximadamente 1 km a partir do centro de bairro que leva ao pico onde encontra-se o farol utilizado para sinalizar as embarcações que adentram ao Mar Pequeno. Do local avista-se a Barra do Icapara o encontro do Rio Ribeira de Iguape com o Oceano Atlântico a Ilha Comprida o Maciço da Juréia e os ecossistemas associados como restinga manguezal e a mata atlântica.





Trilha Ecológica do Morro do Espia
A trilha possui cerca de 2 km de extensão e pode ser iniciada a partir de quatro pontos a sede do Ibama a Fonte do Senhor o Mirante do Cristo Redentor e a antiga Fazenda da Porcina. Durante o percurso pode-se observar variadas espécies da flora da mata atlântica como figueiras embaúbas bromélias e orquídeas além de vislumbrar a paisagem de toda a cidade pelo mirante da Pedra Lisa o ponto culminante da trilha.

Trilha Ecológica da Vila Alegria
A trilha inicia-se no bairro Barra do Ribeira com a travessia do Rio Suamirim seguida de caminhada sobre o mangue através de uma passarela construída em madeira com cerca 300 metros. O passeio inclui a visita a um casarão construído no século XIX.

Trilha do Imperador
Trilha ou Caminho do Imperador recebeu esse nome por servir de passagem de informações entre o Império e outras regiões do Brasil. Em 1871 foi inaugurada a linha telegráfica entre Iguape e Santos. Ainda hoje na extensão do Caminho pode-se encontrar vestígios dos centenários postes telegráficos motivo pelo qual o caminho também é conhecido por Trilha do Telégrafo. Além disso a trilha também serviu para o transporte de mercadorias entre Iguape Santos e todo o litoral. Conta a história que possivelmente a imagem do Senhor Bom Jesus de Iguape tenha sido trazida para o centro da Vila através dessa trilha.



Costão da Juréia
Núcleo pertencente à Estação Ecológica de Juréia-Itatins localizado entre a Vila do Prelado e o Costão no Maciço da Juréia é a porta de entrada para a Trilha do Imperador. No local ao final da Praia da Juréia pode-se observar ecossistemas costeiros como dunas restingas e mata atlântica de planície seguidos da mata de encosta na Serra da Juréia. O acesso ao Costão depende de horário da maré.




Atrativos Histórico-Culturais

Museu Histórico e Arqueológico
Localizado no centro histórico está instalado no prédio onde existiu a 1º Casa de Fundição de Ouro do Brasil no século XVII. Conta com duas exposições. Na exposição histórica são encontrados painéis gráficos e fotográficos objetos e documentos sobre a escravatura e os ciclos do ouro e arroz. Na exposição arqueológica encontram-se sinais da ocupação pré-colonial como objetos líticos ósseos e cerâmicos encontrados nos sambaquis e confeccionados por grupos humanos da Pré-História Brasileira.



Sítio Arqueológo Caverna do Ódio
Ocupado por períodos sucessivos de curta duração o abrigo conhecido como Caverna do Ódio serviu a um pequeno grupo que aí se instalou para pescar e coletar moluscos. O local é hoje um sítio arqueológico onde encontra-se vestígios de ações destes grupos representados através da estratigrafia que mostra a sobreposição de camadas correspondentes às diversas ocupações com a presença de manchas de carvão das fogueiras de restos ósseos de peixes e de pequenos animais e carapaças de moluscos e crustáceos



Museu de Arte Sacra
Instalado na Igreja do Rosário (entrada lateral) datada do século XVIII o Museu de Arte Sacra recebeu reforma no prédio e restauração em seu acervo constituído por cerca de 100 peças dos séculos XVIII e XIX envoltas em vitrines de acrílico. São santos pratarias estandartes religiosos e relíquias do passado e da história religiosa da cidade.



Centro Cultural
Espaço mantido pela Prefeitura de Iguape reservado para exposições oficinas culturais peças teatrais dentre outras atividades ligadas à cultura. Está instalado em construção do século XIX no centro histórico da cidade.



Centro Histórico – Casario Colonial
Compreende o maior centro histórico e arquitetônico preservado do Estado de São Paulo com 64 imóveis em estilo colonial português entre eles casarões e Igrejas. Nessas construções ricas em detalhes foram utilizadas técnicas como a taipa francesa e a taipa de pilão com porta-janelas e varandas. O conjunto de construções retrata os ciclos do ouro e do arroz períodos de grande desenvolvimento econômico de Iguape.



Basílica do Senhor Bom Jesus de Iguape
Templo católico construído em pedra argamassa e óleo de baleia por escravos entre os séculos XVIII e XIX. Em seu acervo encontram-se imagens de santos entre elas a de Nossa Senhora das Neves (Padroeira) e do Senhor Bom Jesus de Iguape imagem encontrada na Praia do Una (Juréia) em 1647. A Basílica guarda também a Sala dos Milagres com objetos deixados pelos devotos por graças recebidas. A festa em louvor aos padroeiros é comemorada nos dias 5 e 6 de agosto.



Igreja de São Benedito
Construção do final do século XIX reuniu os seguidores da Irmandade de São Benedito formada a partir do desentendimento entre membros da irmandade de Nossa Senhora do Rosário. A Igreja foi bastante freqüentada por negros naquele período. Hoje recebe devotos de todos os lugares especialmente no dia 6 de janeiro quando é comemorado o dia de São Benedito sendo também feriado municipal.



Bairro do Icapara
Distante 10 km do centro da cidade o bairro foi a primeira localidade habitada no início da colonização por volta de 1538 (data oficial de fundação de Iguape) ou até mesmo antes da chegada dos portugueses tendo uma forte influência dos espanhóis na formação do seu povoado. É conhecido por abrigar muitas famílias de pescadores e por isso é um dos poucos bairros que ainda mantém viva a tradição e a cultura caiçara.




EVENTOS:

Calendário de Janeiro a Dezembro:

- Janeiro

06 - Festa de São Benedito - Festa que comemora o dia deste santo. O evento é realizado na Igreja de São Benedito.
- Festa de São Sebastião - Outra festa religiosa que comemora o dia do referido santo. A comemoração não tem data exata mas ocorre sempre no terceiro domingo do mês, na Vila Garcez, na Igreja de São Sebastião.

- Junho

- Festa de São João Batista - Festa sacra em comemoração ao São João Batista. Realiza-se sempre no 4º Domingo do mês, na Igreja de São João Batista.
- Festa De São Pedro - Esta comemoração também acontece no 4º domingo do mês de Junho, e é celebrada na Barra do Ribeira, na Igreja de São Pedro.

- Agosto

05 - Festa da Padroeira Nossa Senhora das Neves - Festa em homenagem a padroeira, realiza-se a 5 de Agosto na Basílica.

06 - Festa Do Senhor Bom Jesus De Iguape - Também é comemorado na Paróquia de Nossa Senhora das Neves, acontecem, missa, novena e procissão. Durante a festa são projetados filmes religiosos e o Museu de Arte Sacra é aberto para visitação Pública.
- Festa a Santo Agostinho - Festa realizada no 4º domingo de Agosto. O evento acontece em Guaricana, na Igreja de Santo Agostinho.

- Novembro

08 - Festa A Nossa Senhora Da Conceição - Festa Sacra em comemoração ao dia da Santa, em questão. Acontece em Icapara onde são realizados cortejos.

Espero que todos tenham gostado. 

Até mais galera em um novo município cheio de cultura e lugares legais para conhecer.

Segue também um vídeo mostrando mais sobre  a querida Itaguape. :-)






Município de Iguape

História de Iguape

Em 1494, o Tratado de Tordesilhas firmado entre Portugal e Espanha estabelecia a dimensão de suas posses recém-descobertas, inclusive nas terras americanas. O tratado definia, como linha de demarcação, um meridiano 370 léguas a oeste do arquipélago de Cabo Verde, passando sobre o território de Iguape . Possivelmente desde 1498, já vivia, na região, o aventureiro espanhol Ruy Garcia Moschera, a quem é oficialmente atribuída a fundação do município. Moschera vivera anteriormente no Rio da Prata e se instalara ali possivelmente por ser aquela uma região de disputa entre espanhóis e portugueses. Por volta do ano 1502, o degredado português Cosme Fernandes, conhecido como "Bacharel de Cananeia", também tornou-se uma figura poderosa na região, vindo a possuir muitos escravos e não prestando obediência à coroa portuguesa.
Em 1532, pouco depois de chegar ao Brasil, Martim Afonso de Sousa ordenara a desocupação por Moschera e pelo Bacharel do território onde hoje está Iguape, que pertenceria à coroa portuguesa. Não sendo atendido, ordenou uma expedição chefiada por Pero de Góis que deveria executar a desocupação à força. Informados sobre a expedição, Moschera e o Bacharel, apoiados por indígenas flecheiros carijós, capturaram um navio corsário francês e desbarataram a força portuguesa. Entre os anos de 1534 e 1536, as forças de Moschera e do Bacharel destruíram a vila de São Vicente, matando a maior parte da população, libertando os prisioneiros e incendiando o cartório onde estavam os registros oficiais do município, levando inclusive o Livro do Tombo, fonte oficial de informação sobre a região de Iguape e sobre seus fundadores. Após os ataques, Moschera retornou ao rio da Prata.
A povoação de Iguape continuou sob o domínio do Bacharel Fernandes e teve sua primeira igreja, em homenagem a Nossa Senhora das Neves, construída em 1537. A data de fundação de Iguape foi estabelecida em 3 de dezembro de 1538, ano em que Iguape e Cananeia se separaram. Em 1577, o povoado foi elevado à categoria de "Freguesia de Nossa senhora das Neves da Vila de Iguape", ano em que foi aberto o primeiro livro do tombo da Igreja de Nossa Senhora das Neves.
Existente até o primeiro quartel do século XVII onde hoje está à vila de Icapara, a falta de água potável, a falta de espaço para expansão e eventuais ataques piratas levaram à transferência da freguesia para uma área alguns quilômetros ao sul por ordem do fidalgo português Eleodoro Ébano Pereira. Ainda no século XVI, haviam sido descobertos os primeiros sinais de ouro na região do Vale do Ribeira. Devido à sua abundância, a procura logo se intensificou e, rapidamente, a exploração do ouro de aluvião se tornou a principal atividade econômica do município. Para evitar o contrabando e intensificar a cobrança de impostos pela coroa portuguesa, foi fundada, por volta de 1630, a Casa de Oficina Real de Fundição de Ouro, que é considerada a primeira do gênero no Brasil.
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Em 1918, o pintor Trajano Vaz retratou o encontro da imagem do Senhor Bom Jesus de Iguape, na Praia do Una, em 1647.
Em 1647, no auge da riqueza proporcionada pelo ouro, Iguape transformou-se em um centro de peregrinação. Na descrição do aparecimento da imagem do Senhor Bom Jesus de Iguape dois índios que iam a caminho da Vila Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém acharam um vulto desconhecido rolando nas ondas, e levaram-no para a praia, onde cavaram um buraco e o colocaram em pé com o rosto para o nascente. Ao retornar, os índios acharam a imagem no mesmo lugar, mas com o rosto virado para o poente, e achara estranho não haver vestígio sequer de que alguém o tivesse movido. A notícia se espalhou e a imagem foi levada para um riacho no sopé do Morro do Espia, onde, sobre as pedras, foi banhada para lhe retirar o sal marinho e ser encarnada novamente. Depois de ser decorada, foi entronizada no altar-mor da antiga Igreja de Nossa Senhora das Neves.
Descrição: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/25/Construcao-da-Basilica-Iguape-decada-1870.jpg/220px-Construcao-da-Basilica-Iguape-decada-1870.jpg
Construção da Igreja Matriz de Nossa Senhora das Neves, iniciada em 1780
Na década de 1780, foi dado início à construção da nova igreja matriz, haja vista a outra estar em precárias condições. Feita de argamassa, óleo de baleia e pedras retiradas da face marítima do morro, todo o trabalho era executado pela população, voluntária e gratuitamente. Em 1798, as obras estavam avançando lentamente, e em 1800, estas pararam, retornando em datas esporádicas. Em 1822, foram contratados, no Rio de Janeiro, um mestre e três canteiros e em agosto do mesmo ano recomeçou-se a obra. A igreja foi concluída em julho de 1856, e no dia 8 de agosto do mesmo ano, foram trasladadas as imagens da antiga igreja para a nova Igreja Matriz. Em 3 de abril de 1848, a vila fora elevada à categoria de cidade, com o nome de "Bom Jesus da Ribeira", no ano seguinte modificado para "Bom Jesus de Iguape".

Arroz e o Valo Grande

Descrição: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/14/Engenho_Central_Casavecchia_Iguape_SP_decada_1890.jpg/220px-Engenho_Central_Casavecchia_Iguape_SP_decada_1890.jpg
Engenho Central Casavecchia, considerado o maior da região
Com o esgotamento das minas e com o descobrimento de ouro no interior do Brasil, o município rapidamente entrou em declínio, voltando depois a crescer com o desenvolvimento da indústria de navegação e com a plantação de arroz. A partir daí Iguape iniciou um período de riqueza e atingiu seu ápice de desenvolvimento em meados do século XIX, com a construção dos principais casarões que ainda hoje podem ser vistos no centro histórico, com dois portos movimentados, teatros, quatro jornais diários e o vice-consulado português. Iguape havia se tornado uma dos principais do município do sul do Brasil, a ponto de, em 1841, o ainda adolescente imperador dom Pedro II ter concedido a Antônio da Silva Prado, político e senhor de terras, o título de Barão de Iguape.
Até meados do século XIX, Iguape sempre havia sido uma espécie de península, com o Rio Ribeira de Iguape serpenteando até quase três quilômetros do mar e depois retornando para o interior, só encontrando sua foz muitos quilômetros adiante. As sacas de arroz que vinham da zona rural eram descarregadas no Porto do Ribeira, fluvial, de onde eram transportadas em lombo de burro ou carroças por aproximadamente três quilômetros até o Porto Grande, marítimo, onde eram embarcadas para exportação. O inconveniente de se ter de transportar o arroz por terra em um trecho tão curto levou à ideia e se construir um canal que ligasse o rio ao mar, permitindo assim o transporte direto do arroz até as embarcações de grande porte. Após décadas de debates sobre o melhor local para a construção do canal, decidiu-se pelo trecho mais curto, que era também o mais arenoso e, portanto, mais fácil de ser construído.
O canal foi construído por escravos por mais de duas décadas e começou a ser utilizado em 1852. Inicialmente um canal estreito, com cerca de quatro metros de largura, o canal rapidamente começou a alargar, não resistindo à imensa corrente de água. Por volta de 1900, com a contenção das margens, controlou-se o controle do fluxo de água no canal, mas O Mar Pequeno ficou assoreado, o que acabou impedindo a entrada de navios grandes no porto. O porto da cidade já não podia ser utilizado por embarcações de maior calado, impedindo assim a saída do arroz e levando à decadência da cultura de arroz da cidade. Além disso, o atalho encontrado pelo rio através do canal acabou influenciando fortemente o ciclo de cheias que inundavam a região periodicamente e que a tornavam tão fértil. O impacto causado pelo Valo Grande, o declínio da cultura de arroz e os problemas políticos levaram à decadência do município no final do século XIX. De um importante centro agroexportador, a cidade foi aos poucos perdendo importância.
Geografia
Iguape possui uma área de 1 980,916 km², sendo assim o maior município do estado de São Paulo em tamanho territorial. Abriga também as Áreas de Relevante Interesse Ecológico Ilha Ameixal, de 400 hectares, localizada no rio Una do Prelado, criada pelo Decreto n.º 91.889 de 5 de novembro de 1985, parte da Zona de Vida Silvestre - Área de Proteção Ambiental de Cananéia-Iguapé-Peruíbe, criada pelo decreto n.º 90.347 de 23 de outubro de 1984 e complementada pelo decreto nº 91.892 de 06 novembro de 1985, e parte da ZVS - APA Ilha Comprida, criada pelo decreto n° 26.881, de 11 de março de 1987 e regulamentada pelo decreto n° 30.817, de 30 de novembro de 1989.
Município da Estância Balneária de Iguape
"Princesa do Litoral"
Fundação
3 de dezembro de 1538 (476 anos)
iguapense
Localização
Descrição: Localização da Estância Balneária de Iguape